"Há setecentos anos, Frederico II, imperador do Sacro Império Romano Germânico, efetuou uma experiência para determinar que língua as crianças falariam quando crescessem, se jamais tivessem ouvido alguém falar(...). Deu instrução às amas e mães adotivas para que alimentassem as crianças e lhes dessem banho, mas que sob hipótese nenhuma falassem com elas ou perto delas. O experimento fracassou, porque todas as crianças morreram."(Paul B. Horton e Chester L. Hunt. Sociologia. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1980. p.77.)
Essa é apenas uma das histórias que provam que o ser humano necessita, desde o seu nascimento, comunicar-se com outros para que possa se desenvolver, outros acontecidos que comprovam isso são os casos das meninas lobas indianas e do menino de Aveyron.Portanto, Aristóteles ao afirmar que o "homem é um animal político" estava coberto de razão. O ser humano nunca pôde se comunicar tão facilmente como hodiernamente,porém nem sempre isso tem sido benéfico. Os resultados de nossa convivência grande parte das vezes parece longe da racionalidade humana.
Já vi muitas pessoas dizerem que os excessos são vícios e que os extremos são burros, se elas estavam certas não sei,apesar de em parte concordar com elas. E é aí que quero chegar: até que ponto a socialização deve chegar para que não atinja um extremo e impeça que vivamos, ainda que durante um breve instante, conosco mesmo, ou como preferem "um tempo para mim"?Como evitar relações maléficas(como àquelas que levam à manipulação,por exemplo) sem que os homens deixem de conviver entre si, relações onde o fanatismo chega a ser tal que passamos a ser marionetes,não convivendo com outrem,mas servindo-os como meros robôs?
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